QUEM SOU?

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Goiania, Brazil
Um homem simplesmente aí, jogado no rio do devir a procura de si mesmo. Um campo de batalha... uma corda sobre o abismo, um ser no mundo corroido pela angustia da certerza da própria morte, mas que faz dessa consciencia da finitude um motivo para se responsabilizar mais por cada uma de suas escolhas.http://lattes.cnpq.br/9298867655795257

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Divagações noturnas



A Classe média, refém do próprio medo, e a mídia venal não compreendem que não se muda um país governado por canalhas, de instituições viciadas, com passeatas “pacíficas” e demandas difusas de grupos e pessoas bem intencionadas e preocupadas com o futuro da nação.
Muitos dos manifestantes chamados de “vândalos” apenas respondem a agressão  darecebida por uma Policia q mata e tortura. A policia que reprime manifestações e a mesma que  mata nas favelas e periferias.
Muitos dos manifestantes não percebem que com seu discurso de “paz social” e manutenção da ordem apenas legitimam a canalha no poder e as elites desse Estado policial. Esse clamor por paz social e respeito a ordem pública andam juntos com criminalização e enquadramento de jovens que ousam confrontar a força policial e atacam bancos e outros prédios públicos.
TODO APOIO AOS JOVENS CHAMADOS DE VANDALOS...”A ânsia de destruir é também uma ânsia de criar.” Bakunin.
Enquanto nossas elites, a classe média amedrontada e acuada em seus condomínios  e a mídia venal denunciam e julgam como vândalos jovens mascarados, renasce em mim a esperança na juventude...nem todos são ovelhas. Nem tudo está perdido. Repito, ninguém muda um país, com poderes corrompidos apenas com passeatas pacificas...ordeiras. Isso só interessa à canalha no poder.
Por que esse medo de sair da banalidade da existência cotidiana sufocada no impessoal? Por que essa necessidade de criminalizar e marginalizar jovens que gritam e expressam uma revolta que também é nossa, os civilizados domesticados. Esses ataques à  prédios públicos, agências bancárias, butiques, concessionárias de Carros trazem um sentido, um significado que que vai além da mera violência juvenil de jovens mascarados.
Basta dessa pasmaceira, desse medo, de lamúrias,  ressentimentos e invejas. A realidade está nos  atropelando juntamente com nossas convicções e referenciais teóricos. E sinceramente não creio mais em mudança pela via institucional, torna-se cada vez mais um imperativo quebrar os contratos, subverter as leis e des-construir as instituições, seus discursos articulados com determinada noção de verdade e com o poder. Não precisamos de guias, gurus, modelos teóricos e métodos consagrados que prometem reconciliam aqui ou no além a dilacerações próprias da existência humana.
Os partidos, os três poderes e as instituições ditas democráticas estão viciadas e infestadas de ratazanas. E não me venham falara nas exceções e que fazemos parte dela. Isso de nada vale. Nossos palácios, parlamentos, igrejas e escolas estão repletas de homens de segunda mão, filisteus da cultura (Nietzsche), profetas de cátedra (Weber) iluminados, que ainda acreditam na formação humana enquanto construção de uma comunidade de amigos forjada na leitura dos grandes clássicos.
Por que não repensar a questão da formação humana em um contexto de crise dos humanismos (marxismos, cristianismo, existencialismo) no qual surge novos paradigmas nas ciências (não mais ordem a partir da ordem, mas ordem a partir do caos, do ruído) gerados por novos agenciamentos na própria estrutura dos saberes.
Parafraseando Marx (em sua 11ª tese sobre Feuerbach) e sem querer incentivar o ativismo estéril, eu repito: Os Pensadores, intelectuais se contentaram em interpretar o mundo de diferentes maneiras, cabe agora transformá-lo.
Primeiro se jogue no abismo, depois pense em inventar asas...